domingo, 3 de março de 2013

Daqueles dias que não apetece existir

Uma das grandes razões que me fez criar este blogue, foi para dizer aquilo que as pessoas que me rodeavam, não queriam ou não podiam ouvir. E aqui sempre encontrei um escape, uma forma de escoar os meus sentimentos sem medo de ser julgada e mal intrepertada.

Não sou boa em discussões. 
Odeio discutir.
Começo a chorar de raiva
Digo coisas que não devia.
Fico nervosa, 
Baralhada,
E não sei explicar aquilo sinto
sem parecer injusta.

Toda a gente sabe criticar, julgar e apontar o dedo às minhas atitudes, mas ninguém se preocupou em sentar-se perto de mim e perguntar o que me leva a ser assim! Detalham ao pormenor os meu defeitos, banalizam as minhas qualidades. E é por essa razão que eu sou calada. Mas o facto de eu não falar, não quer dizer que não sinta. Porque na verdade, sofri e sofro, por saber que o que eu faço 
"podia estar melhor"; "não fazes mais que a tua obrigação", "não sabes de nada".

Mas pronto... isto é só mais um daqueles dias ... amanhã sou capaz de ler isto e achar que o que eu digo é uma tremenda barbaridade porque os meus pais fazem tudo por mim e sacrificam-se por isso e que eu tenho de melhorar como pessoa! Tudo bem, mas hoje sinto-me no direito de ser egoísta e dizer o que realmente sinto!
Não sou a filha perfeita, mas também não tenho pais perfeitos. Nunca me faltou nada?Faltou! Compreensão e tempo para ser ouvida. Quantas foram as vezes que tive de engolir o medo que sentia enquanto adolescente e quando queria falar sobre isso, era banalizado ou não havia tempo?  Tantas...Talvez hoje, quem sou eu para eles seja o reflexo daquilo que me fez falta.
Mais uma vez se comprova que a minha relação, principalmente com a minha mãe só funciona à distancia! Quanto mais longe uma da outra... melhor! É triste dizer... mas é verdade.

1 comentário:

Márcia V. disse...

Já somos duas que não gostam de discutir,mas as vezes lá tem que ser,nem sempre podemos deixar que nos digam tudo o que bem lhes interessa.
Infelizmente vivemos numa sociedade em que cada vez mais as pessoas só olham para os seus problemas e não está interessadas e preparadas para compreender os outros.